A mais longa caminhada só é possível passo a passo.
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra.
Os milênios se sucedem, segundo a segundo.
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes.
A imponência do pinheiro e a beleza do ipê começam, ambas, na simplicidade das sementes.
Não fosse a gota, não haveria chuvas.
O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos.
A mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo.
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia.
Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias.
Um simples sonho, daqueles que sentimos até o cheiro de uma pessoa que antes nem nos importávamos, pode mudar o resto de nossas vidas.
É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à “Ave Maria” de Bach, e à “Aleluia” de Handel.
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal, e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
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Fui banido do grupo sem justa causa, por isso não consegui enviar minha resposta, para o grupo, uma vez que julgo isso sim necessário para esclarecer e considero que a decisão foi injusta, preconceituosa e unilateral. Enviei para seu e-mail pessoal o texto que pretendia enviar para o grupo e também uma cópia para a Tati e outros amigos (considerei importante ter testemunhas). O texto que enviei citam autores desde David Hume, Karl R. Popper, Bertrand Russell e Thomas Huxley. Seria muito bom lê-los.
ResponderExcluirSegue abaixo o texto que não consegui enviar como resposta ao e-mail do grupo, para quaisquer terceiros possam avaliar.
ResponderExcluirUm convite à análise racional, ao questionamento não é falta de respeito. Muito pelo contrário, se houver mesmo uma mente antropomórfica extra-natural, infinitamente complexa e inteligente e que antecede tudo, então considero que, por ser inteligente, seria justamente com isso que esta tal mente se preocuparia: Em sermos racionais, questionadores, ávidos na procura crítica por resposta e imparciais nos testes e análises destas, JAMAIS tomando-as como inquestionáveis, irrefutáveis e/ou acima de quaisquer dúvidas. Penso eu, que se tal mente metafísica realmente existisse, estaria ela mais preocupada em sermos humanistas, do que preocupada com louvores e adorações que demandam, talvez, um tempo que poderíamos estar efetivamente ocupados com coisas mais úteis, como ajudar o próximo.
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No mais, minhas objeções não são nem de longe maiores ou equivalentes às que, por exemplo, David Hume fez em seu profundo ensaio Crítica à Religião Natural, ou as que Kant fez ao argumento ontológico de Anselmo da Cantuário na sua obra Crítica da Razão Pura, ou às que o filósofo e Prêmio Nobel Bertrand Russell fez em sua obra Por que Não sou Cristão, bem como outros escritos, e inclusive a análises feitas tanto pelo antropólogo Pascal Boyer (que estuda as religiões de diversas culturas no decorrer da histórica humana enquanto manifestações culturais) e as do filósofo da mente Daniel Dennett, autor de Quebrando o Encanto, e que realizou uma palestra rescentemente na Universidade Federal do Rio Grande Sul, onde meu amigo Eli Vieira (fundador da Liga Humanista Secular do Brasil, da qual são membros eméritos Richard Dawkins e Daniel Dennett) faz mestrado em Biologia Molecular. Além disso é interessante notar, sem querer apelar para a falácia ad populum ou magister dixit (falácia de peso da autoridade), que segundo dados estatísticos do periódico acadêmico Nature, num último senso realizado em 1998, 72% dos cientistas de destaque em todo o mundo não acreditam em nenhuma forma de deus pessoal (Fonte: http://www.stephenjaygould.org/ctrl/news/file002.html). E dentre os filósofos, encontra-se 73% de não adesão ao teísmo de qualquer especialidade, segundo pesquisa realizada por David Chalmers (fonte: http://philpapers.org/bbs/thread.pl?tId=426#p2371).
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ResponderExcluirVoltando a Kant é importante lembrar que ele disse: "Existência não é um predicado", em sua análise da Crítica da Razão Pura. Ou seja, seja o que for que tenha que existir ou não, não podemo de antemão (a priori) atribuir a existência como sendo um atributo necessário e definidor de um objeto de conhecimento.
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Parafraseando Thomas Huxley: A razão se suicida quando assume um credo.
Por último deixo duas citações do filósofo da ciência (epistemologista) Karl R. Popper, para reflexão:
"Há muita verdade em grande parte de nossos conhecimentos, porém pouca certeza"
Karl R. Popper
"A certeza raramente é objetiva: habitualmente não é mais do que um sentimento de confiança, de convicção, baseado, não obstante, em um conhecimento insuficiente. Tais sentimento são perigosos, posto que raramente dispõem de um fundamento sólido. Podem, inclusive, nos converter em fanáticos histéricos que tratam de auto-converser-se de uma certeza que inconscientemente sabem estar fora de seu alcance."
Karl R. Popper
É por isso que necessitamos de um método rigoroso de verificação.
Ainda que o processo da construção do conhecimento científico não seja de todo popperiano (como atestam os filósofos da ciência modernos), Popper de fato nos fez boas e justas advertências quanto ao que podemos dizer conhecer, quanto ao podemos dizer ser factível, ou não. Ele nos advertiu, assim como antes Thomas Huxley, que é errado para uma pessoa dizer que tem certeza - conhecimento - da verdade objetiva de qualquer proposição (seja ela mesmo a existência de um Deus) a menos que possa produzir evidência que logicamente justifique essa certeza
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Uma Metáfora para Deus
Pessoalmente, minha metáfora para um Deus seria dizer que Deus, como dizem alguns, é algo a base de energia (algo físico), sem qualquer mente, inteligência e/ou personalidade. Por isso não é capaz de ditar textos sagrados, nem deseja coisa alguma, nem tem a capacidade de intermediar qualquer outra coisa (inclusive intervir nas vidas humanas), algo extremamente simples ao contrário de algo extremamente complexo, Mas passa longe de ter a inteligência de uma bactéria e a sabedoria de um camundongo. Me parece que esta é a melhor metáfora para deus. Inclusive é um Deus que se encaixa muito melhor com a ciência, que em geral parece evidenciar que na Natureza coisas complexas têm origem em coisas mais simples.
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Enfim, recomendo que leiam o texto que enviei para este e-mail Opiniões, Mentes e Peixes Peixes, de autoria de Eli Vieira, acho que esclarece bastante coisa sobre meu, e o de muitos outros também, ateísmo-agnóstico.
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Por fim, espero ter me feito compreender. Sou grato pela atenção daqueles que tiveram a paciência de ler.
Abraços e um ótimo final de semana e feriado a todos!
Francisco Maximiano da Silva
Você disse uma vez que: "A escola tem que ser o campo de batalha das ideias, lugar onde se produz o combustivel da diplomacia para o progresso da humanidade..."
ResponderExcluir-
Confesso que pensei que o e-mail do grupo de licenciatura 2006 (do qual fui banido sem direito à defesa ou conhecimento de que havia sido banido) também poderia ser um espaço assim. Afinal: não existe aprendizado significativo na zona de conforto. Não há construção de conhecimento objetivo, efetivo, sem o debate de idéias, sejam elas fortemente antagônicas ou não. Por fim, não deveriam haver convicções tomadas de antemão como irrefutáveis e acima de quaisquer críticas e/ou questionamentos e objeções.